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MUKUVU – Uma Festa para Engravidar Corações: espetáculo celebra a cultura afro-brasileira

 

MUKUVU – Uma Festa para Engravidar Corações: espetáculo celebra a cultura afro-brasileira

MUKUVU – Uma Festa para Engravidar Corações: dança, música e ancestralidade no teatro

O espetáculo “Mukuvu – Uma Festa para Engravidar Corações”, do Bando Mukuvu, propõe uma experiência artística que conecta dança, música, ancestralidade africana e cultura afro-brasileira. 

Integrando o projeto SESI Viagem Teatral – Espetáculos Não-inéditos, a montagem convida o público a mergulhar em expressões culturais que atravessam gerações e mantêm vivas as memórias, os saberes e as tradições da população negra.

Com uma linguagem poética e sensorial, Mukuvu apresenta uma viagem inspirada nas raízes bantu e nas manifestações culturais que floresceram dos dois lados do Atlântico. 

A obra reúne movimentos corporais, musicalidade e narrativas que evocam a força das tradições ancestrais, propondo reflexões sobre identidade, pertencimento, resistência e afeto.

Mukuvu: uma celebração da ancestralidade africana

Mais do que um espetáculo de dança e música, Mukuvu é uma experiência artística que busca despertar consciências e aproximar o público de histórias que fazem parte da formação cultural brasileira.

A proposta do Bando Mukuvu utiliza a dança como linguagem de expressão e transformação. Os movimentos giram, os corpos contam histórias e a musicalidade cria conexões entre passado e presente, revelando a potência das tradições afro-brasileiras.

A referência à cultura bantu aparece como elemento central dessa jornada simbólica. A obra estabelece relações entre a ancestralidade africana e as manifestações culturais construídas no Brasil, valorizando os conhecimentos transmitidos pelas gerações mais antigas.

A força das histórias, dos afetos e das raízes

A concepção poética do espetáculo apresenta a negritude como espaço de criação, acolhimento e fertilidade simbólica. 

Assim como a terra escura abriga sementes e permite que raízes profundas se desenvolvam, Mukuvu celebra a capacidade das memórias e dos afetos de gerar novos caminhos.

As histórias de pessoas negras mais velhas, suas experiências e seus ensinamentos ocupam um lugar importante nessa construção artística. São narrativas que atravessam o tempo, preservam lembranças e ajudam a compreender a riqueza da cultura popular brasileira.

A montagem também dialoga com manifestações tradicionais, como o Samba de Bumbo, os Jongos, as Congadas e os Moçambiques, reconhecendo a importância das comunidades e dos grupos que mantêm essas expressões vivas.

Música e dança como instrumentos de conexão

A música original, a direção vocal e o trabalho corporal se integram para criar uma atmosfera envolvente. 

Os ritmos e as coreografias conduzem o público por uma experiência que combina movimento, som e narrativa.

A direção e a concepção são assinadas por Paloma Xavier, enquanto Iúna Augusto responde pela direção musical. Dêssa Souza assina a direção vocal, contribuindo para a construção de uma identidade sonora que dialoga com a proposta do espetáculo.

O resultado é uma celebração artística na qual os corpos, as vozes e os instrumentos se tornam veículos de memória, expressão cultural e conexão entre diferentes gerações.

Bando Mukuvu e a valorização da cultura afro-brasileira

O Bando Mukuvu reúne artistas e musicistas em um trabalho coletivo que valoriza a criação compartilhada e a pesquisa de referências culturais afro-brasileiras.

A equipe artística também reconhece a contribuição das comunidades batuqueiras de Piracicaba, Tietê, Capivari e Rio Claro, além dos guardiões e das guardiãs das tradições populares. 

Essa relação com os territórios e seus saberes reforça a importância da cultura comunitária na preservação da memória coletiva.

Ao trazer essas referências para o palco, o espetáculo amplia o espaço de reconhecimento das tradições negras e destaca a contribuição de artistas, mestres e comunidades para a diversidade cultural brasileira.

Ficha técnica do espetáculo Mukuvu

Espetáculo: Mukuvu – Uma Festa para Engravidar Corações / 5 e 6 de Novembro 2026 / GRATUITO
Grupo: Bando Mukuvu
Projeto: SESI Viagem Teatral – Espetáculos Não-inéditos

Intérpretes criadores e musicistas: Dêssa Souza, Iúna Augusto, Liliane Rodriguês, Mafê, Mateus Rodrigues e Paloma Xavier.

Músicos: Gab Alves e Wilson Oliveira.

Direção e concepção: Paloma Xavier.
Direção musical: Iúna Augusto.
Direção vocal: Dêssa Souza.
Dramaturgia: Jéssica Nascimento Olaegbé e Paloma Xavier.
Composição da trilha sonora original: Iúna Augusto, com colaboração de Renato Ihu, Gab Alves e Dêssa Souza.
Orientação corporal e coreográfica: Janette Santiago.
Orientação de pesquisa: Renato Ihu.
Preparação física: Mateus Rodrigues.
Criação de iluminação: Fagner Lourenço.
Operação de luz: Tati Santos.
Adereços: Patrícia Ashanti, Fagner Lourenço e Paloma Xavier.
Figurino: Paloma Xavier.
Costura: Solange Wohlers.
Produção artística e executiva: Simone Gonçalves / Pin Rolê Invenções.
Fotografias: Daisy Serena.

Agradecimentos e reconhecimento às comunidades

O Bando Mukuvu agradece à comunidade batuqueira de Piracicaba, Tietê, Capivari e Rio Claro, com destaque para Anicide Toledo (em memória), além dos guardiões e das guardiãs do Samba de Bumbo, dos Jongos, das Congadas e dos Moçambiques.

O reconhecimento se estende aos coletivos Bando Trapos e Via Vento Cia., bem como aos familiares e amigos que oferecem apoio e contribuem para a continuidade dessa caminhada artística.

Uma experiência para sentir, lembrar e compartilhar

“Mukuvu – Uma Festa para Engravidar Corações” convida o público a reconhecer a força da ancestralidade, a riqueza das tradições afro-brasileiras e a importância das histórias que conectam diferentes gerações.

Por meio da dança, da música e da poesia, o espetáculo transforma o palco em espaço de encontro, memória e celebração. É uma proposta que valoriza as raízes africanas presentes na cultura brasileira e reforça o papel da arte na preservação dos saberes coletivos.

Mukuvu é, acima de tudo, um convite para sentir a ancestralidade, celebrar a diversidade cultural e permitir que novas histórias floresçam nos corações.


Por : José Santos (Maestro Cidão) Mtb: 007.4524/SP 

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